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Filho que se perde
Gostaria de receber orientação sobre como lidar
com um filho usuário de crack. Ele tem 22 anos (mais novo de seis irmãos) e
está há quatro nessa vida de degradação. Conhece o Racionalismo Cristão e já
foi comigo a uma de suas Casas.
Meu filho esteve internado várias vezes, mas sempre
desiste porque acha que consegue sair disso sozinho. Quando morava comigo,
vendia tudo que podia. Fiquei praticamente sem nada, até as portas do
apartamento foram vendidas. Após várias fugas geográficas e perdas, resolvi
esconder dele meu endereço.
Atualmente ele mora na rua, às vezes dorme num
albergue. Quando sente fome, me liga e eu vou ao seu encontro. Pago as
despesas e um plano de saúde para ele, se um dia desejar tratar-se.
Tenho frequentado grupos de apoio a dependentes
químicos, até para incentivá-lo a se tratar. Até aqui, tudo foi inútil. Nos
grupos, formados de dependentes, médicos, psicólogos e assistentes sociais,
todos me dizem que devo deixá-lo ir ao fundo do poço, que enquanto tiver meu
apoio não irá ajudar-se.
É uma tortura saber que meu filho está morando na
rua, dói demais, fico confusa. Psicólogos dizem que, além de drogar-se, ele
tem transtorno de caráter e que isso não tem tratamento. Na visão da
sociedade, devo lavar as mãos e cuidar da minha vida, mas penso nele o tempo
todo, me preocupo, quero ajudar. Toda vez que lhe dou uma roupa, um calçado
ele vende para se drogar. Sinto como se estivesse judando-o a se matar mais
rápido.
Outra coisa que me tortura é saber que para se
drogar ele comete roubos e me conta como se fosse normal.
Trabalho ele não procura, não tem documentos porque
os empenha para comprar drogas.
Há cinco anos, perdi um filho com câncer, aos 26
anos. Era um guerreiro, lutou pela vida sem nunca se queixar ou esmorecer.
Hoje, eu vejo o outro sem dó de si mesmo, cometendo desatinos.
Os irmãos não querem mais saber dele. Ele tem uma
filha de três anos e um bebê dois meses, mas a mãe das crianças cansou de
esperar que ele tomasse jeito. Sumiu.
De acordo com a doutrina racionalista cristã, até
que ponto estou agindo certo, até onde estou errada? Em 8 de outubro de
2006, eu me tornei militante do Racionalismo Cristão, mas em função do que
expus me afastei, e com isso faltei ao meu mais nobre sonho e ideal. Não me
sinto dígna de entrar naquela Casa, se deixo meu filho na rua. Por outro
lado, é a única maneira que encontrei para ter um pouco de paz. Só assim
consegui preservar pelo menos meus objetos pessoais. Isso é egoímo? Faço
diariamente a limpeza psíquica em casa, e sempre que penso nesse filho
irradio mentalmente para ele.
Prezada, a luta contra vícios é difícil, mas precisa
ser efetuada. Se seu filho já se deu conta dos malefícios que o vício lhe
traz, já é meio caminho andado, mas não adianta conversar com ele quando
estiver sob o efeito das drogas.
O diálogo contínuo, de forma que seu filho se sinta
envolvido, que acredite que tem o apoio dos parentes e que sinta que sua
atitude está afetando toda a família é o ponto de partida. É importante que
sinta o interesse dos que querem ajudá-lo. Não basta cobrar a mudança.
Seu interesse constante será a tábua de salvação no
momento em que seu filho se resolver a lutar. É nesse sentido que deve
estimulá-lo cada vez que o encontrar. Ele precisa sentir que você o ajudará,
mas quem deve mudar é ele. O diálogo pode ajudar a encaminhar a solução.
Devem ser oferecidos sempre apoio e muita compreensão, porque a pessoa
viciada tem dificuldade em despertar sozinha para o problema.
Você deve também insistir sempre com ele para que
participe de grupo que dê assistência a esse tipo de problema, pois, muitas
vezes, em grupo, desenvolve-se a condição básica para o abandono do vício.
É preciso dar a ele condições para recuperar-se, o que
pode ser conseguido através de internação em instituição especializada. Ele
não está em condições de decidir o que é melhor para ele, por isso não pode
decidir se fica ou não internado. Essa decisão caberá aos profissionais que
o atenderem.
Será, também, essencial despertar a consciência de seu
filho para os males físicos e espirituais que o vício está ocasionando.
Você poderá dar assistência espiritual a seu filho
desde que ele esteja em condições de receber essas orientações. Portanto,
você deve estar sempre presente ao tratamento que ele deverá fazer em
clínica especializada.
Conhecendo o Racionalismo Cristão, você sabe que ele
está cercado de espíritos do astral inferior que o intuem a manter o vício,
pois usam o corpo físico dele para se satisfazerem. Por isso, não deve
deixar de lado a ajuda que está ao seu alcance, propiciada pela limpeza
psíquica do lar duas vezes ao dia, conforme orienta a disciplina
racionalista cristã. Por isso, você age corretamente irradiando sempre por
ele.
Não desista nem se deixe abater. Se pensarmos que o
problema não tem solução, essa não ocorrerá. Nosso pensamento é uma força,
uma vibração saturada de poder e precisamos saber usá-lo a nosso favor e não
contra nossos objetivos.
Não fique continuamente aborrecida com o que está
acontecendo nem se deixe envolver pelo persistente sofrimento.
Aborrecimento e sofrimento são circunstâncias negativas
e você não estará fazendo bem a seu filho. Sem dúvida, atrairá assistência
astral negativa para si mesma. Isso não pode acontecer. Mantenha-se
solidária ao seu filho, mas não se deixe envolver pelas influências
negativas que atrai quando pensa nele.
Oferecer ajuda a ele, irradiar por ele nos horários
adequados e dispor-se a sempre buscar despertá-lo para a necessidade de
mudança são atitudes corretas, tudo bem, mas, tão logo se afaste dele, não
fique pensando no que pode estar ocorrendo. Mantenha seu pensamento voltado
para suas ocupações, para o cumprimento de seus deveres. Esta é uma atitude
necessária para preservá-la da assistência negativa que cerca seu filho. Não
deve, ao mesmo tempo, abandonar seu filho à própria sorte, deixando-o à
mercê de influências negativas que o conduzirão a um triste fim.
Continue lendo e estudando as obras racionalistas
cristãs, ampliando seus conhecimentos espiritualistas. Eles nos ajudam a
enfrentar os constantes problemas com que todos nós nos deparamos na vida.
Na verdade, os problemas são uma mola propulsora que nos obriga a pensar, a
reagir, a mudar. Só perderemos se nos acomodarmos, se acharmos que não temos
condições de enfrentá-los, pois, nesse caso, estaremos abdicando de nossa
maior força.
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