Educar um filho é tarefa difícil, pois exige uma ação eficaz, havendo necessidade de
se utilizar um planejamento compreendido e discutido entre todos aqueles que convivem com
a criança. A organização e disciplina trazem mais harmonia para dentro dos lares, cria
uma atmosfera saudável, livre das influências negativas do Astral Inferior tão funestas
às crianças, sempre as principais vítimas. Os pais devem trazer sempre na lembrança
que estão cumprindo a principal missão de suas vidas: Auxiliar um espírito a evoluir!
Tarefa por eles programadas em seus mundos de luz.
A educação infantil deve acontecer em casa. O papel da escola é o da formação
acadêmica acrescida de alguns valores. Assim sendo, pais e professores devem unir forças
a fim de dar à criança e aos jovens o que eles necessitam, agindo ambos, com amor,
firmeza e competência.
A educação é um processo, requer tempo. Não somos máquinas programáveis, somos
gente, que necessita de desenvolvimento e maturidade.
O que se presencia nos dias atuais é o resultado de uma educação com baixos limites e
fruto de relacionamentos irresponsáveis, desenvolvidos sem amor e compostura. Aqueles que
criticam os jovens de hoje, não percebem que eles estão dando aquilo que receberam da
sociedade e da família.
Mas, aqueles que desejam despertar com novas esperanças encontrarão força para fazer
a diferença, do seu jeito particular, próprio da cada família, sem se preocupar com o
que está "na moda", mas com o desejo de acertar e dar ao filho o que realmente
ele necessita para se tornar criatura de bem.
O grau de êxito no campo da educação depende de pontos-chave como: sacrifício,
acordo, objetivos, conhecimento, paciência, firmeza e perseverança.
Tudo tem um tempo certo, e compreender o resultado do sacrifício ajuda a tornar o custo
mais leve. Aqueles que cuidam e educam precisam conhecer e estar de acordo para agirem
juntos. A criança percebe o conjunto coerente. A partir dos dois anos de idade ela já
começa a testar os pais, utilizando-se de meios para conseguir o que desejam (birra,
choro, esperneação, etc.). Se conseguirem através destes métodos, prosseguirão
tornado-se jovens e adultos chantageadores e calculistas, atributos indesejáveis num
espírito forte.
O objetivo de educar não se consegue sem paciência, com ela nos alimentamos
diariamente, obtendo forças para continuar. Tudo com muita firmeza, a fim de criar o
hábito. Este gerará economia e a constância permitirá o resultado desejado.
Os pais precisam prestar muita atenção para não misturar a sua história de vida
pessoal com a educação dos filhos. Assim, não devem tolerar ou não certos
comportamentos infantis de acordo com algumas experiências passadas por eles próprios.
Misturar estações só dificultam o processo educacional e de convivência.
O diálogo e a disposição de estar juntos são regras importantes. E, ao dialogar,
procurar sempre falar simples, mas de forma assertiva, expondo claramente que só será
atendido se pedir em tom de voz normal, sem birras, nem manhas. E jamais voltar atrás nem
se contradizer. Jamais faça promessas que não irá cumprir.
O sacrifício de manter a educação é uma luta diária que cabe aos pais, e que tem
como recompensa a boa formação do espírito. E lembre-se de que os pais são o modelo a
ser seguido. Pense sempre que tipo de modelo é o seu!
(A Autora é
Pedagoga/Orientadora Educacional - junho de 2004)