Estilo de vida da
criança na sociedade ocidental - Segunda parte
Marisa Alvim
Vimos na primeira parte que o mundo moderno, ao invés de contribuir para melhor adequar
as crianças e jovens para a sociedade, tem oferecido, cada vez mais, subsídios para
formar adultos inadequados perante a vida e a si próprio.
Analisando a situação com base nos princípios racionalistas cristãos posso afirmar
que isto se deve à falta de esclarecimento espiritual dos pais. O livro básico da nossa
Doutrina nos ensina "Os homens e mulheres preparados para ministrar aos filhos,
uma educação à altura das exigências da vida espiritual e material estão em
lamentável minoria". É uma pena que essa afirmação continua mais amplamente
valendo nos dias atuais.
Vimos que no primeiro setênio (0 a 7 anos) a criança da sociedade atual, mormente no
ocidente, tem suas necessidades básicas atendidas, na maioria das vezes, de uma forma
fria, rápida e distante dos pais. Aprendemos que o trabalho de educação inicia-se no
berço. Com poucos dias de nascido, começa o espírito a manifestar inclinações e
tendências que precisam receber estímulos, quando boas, e repressão severa, sempre que
se revelarem inconvenientes. Mas, é preciso que os pais estejam vigilantes, cumprindo o
seu papel, não delegando este poder a outras pessoas. Difícil? A luta pela
sobrevivência impede? O espírito de sacrifício e renúncia para a educação dos filhos
precisa ser vivenciada pelo casal, mesmo antes deles nascerem. A educação dos filhos
deverá ocupar o 1º plano no interesse dos pais.
Um outro aspecto focalizado por mim na primeira parte foi a inadequação de atividades
desenvolvidas pelos adolescentes. E isso se deve mais uma vez à falta da presença de
pais esclarecidos e atentos para mostrar, com um proceder calmo e compreensivo, o que é
melhor para cada filho, de acordo com a sua idade. Os pais, ao conquistarem a confiança,
a amizade e o respeito dos filhos serão sempre obedecidos e aceitos. Desta forma poderão
orientá-los, esclarecê-los e ajudá-los a buscar a solução para os seus problemas.
Assim, à luz dos princípios da nossa querida Doutrina, só existe uma forma de
amenizar os males da sociedade atual junto às nossas crianças: Controle e
vigilância, amor e compreensão!