
Atribuições que não convém ser invertidas
Luiz Hamilton Menossi
As diferenças entre homens e mulheres estão apenas na aparência e função
física. Ou seja, características físicas femininas ou masculinas.
Fato é que essas diferenças podem até gerar diferenças de comportamentos,
sentimentos e modos de pensar entre homens e mulheres. Porém,
espiritualmente – na essência – são absolutamente iguais. O espírito não
tem sexo, embora a diferença entre o cérebro dos dois gêneros seja uma
realidade evidente. Com raízes evolutivas.
O desenvolvimento dos seres humanos, como macho, desenvolveu um cérebro
com habilidades manuais, visuais e de coordenação. Por isso, um cérebro
masculino tem mais habilidades funcionais. Já as fêmeas preparavam os
alimentos e cuidavam dos mais novos. Elas tinham que entender os bebês,
ler sua linguagem corporal e ajudá-los a sobreviver. Elas também tinham
que se relacionar com as outras fêmeas do grupo e dependiam disso para
sobreviver na comunidade e, por isso, desenvolveram um cérebro mais
social. Homens são mais individualistas e mulheres mais sociais,
guardadas as devidas proporções, pois, toda regra têm suas exceções.
O livro básico Racionalismo Cristão esclarece que "a mulher e o homem
se completam no lar como duas medidas de compensação". [...] Delega-se ao homem atribuições
da mais alta capacidade do
pensamento e de apurado tirocínio, e à mulher funções que mais se
prendem à sensibilidade e docilidade do seu sentimento, sem excluir os
dotes do intelecto tantas e tantas vezes por ela demonstrados.
Dessa maneira, é necessário que cada qual se esforce por desempenhar bem
o seu papel. Unidos, cumprirão a árdua e dignificante tarefa;
distanciados em espírito, semearão a discórdia e o desentendimento, e a
obra ficará por fazer."
E o livro básico esclarece mais:
"Assim como o violino e o arco são dois corpos diferentes que se unem
para produzir sublimes sons musicais nas mãos do artista, também os dois
seres que se unem pelo casamento, embora dotados de qualidades e
atribuições diferentes, têm o dever de auxiliar-se, mutuamente, sob a
influência das vibrações harmônicas do entendimento e da compreensão.
Homens e mulheres nunca se devem preocupar com os valores da
contribuição que oferecem, por serem eles aferidos por medidas
diferentes. Os líquidos são medidos por unidade de volume, enquanto que
os tecidos o são por unidades lineares. Não pode, por isso, haver
comparação e equivalência entre os dois corpos.
É impossível, de igual modo, estabelecer comparação equitativa entre a
produção masculina e a feminina por faltar-lhe a unidade fundamental,
onde se conclui que as atribuições da mulher e do homem, embora de igual
valor, não podem ser invertidas sem contrariar as leis naturais e sem
produzirem o desequilíbrio correspondente a essa inversão".
Ribeirão Preto, julho 2009
Página Principal da Gazeta | Página anterior
Gazeta do Racionalismo Cristão - Uma filosofia para o nosso tempo |