
O que é certo e o que é errado?
Pedro Pomin Neto
No caso do Bem e do mal não existe meio termo. As boas ações, os
sentimentos elevados, a disciplina, o amor desprendido ao semelhante e
ao trabalho construtivo, dentre outros atributos de valor, ligarão a
criatura às correntes do bem. Se a criatura agir de modo inverso
estará, automaticamente, se ligando as correntes do mal. Humberto Fecher
(Retrospectivas Perante a Inteligência Universal, p. 51)
No decorrer das eras, filósofos têm debatido a questão do que é certo
e do que é errado. Quem tem a autoridade de estabelecer os padrões do que é certo e do
que é errado? Essa pergunta surgiu desde o começo da história humana.
O mundo tem sofrido, pois muitos preferem ficar com a opinião popular,
mas sabemos todos que a opinião popular não é um guia confiável.
Porque as criaturas são passivas de erro, e sem o devido
esclarecimento, a tendência maior é de distorcer seu bom critério, com
a capacidade de reconhecer o que é certo, mas com a tendência de
escolher o que é errado.
Não nos surpreende que as pessoas, não esclarecidas espiritualmente,
saibam o que deveriam fazer, do ponto de vista moral, mas em vez disso
ajam segundo os seus próprios interesses.
A popularidade de uma prática não a torna certa. Não devemos
acompanhar a multidão, mas orientá-las ao caminho certo a se seguir.
Ao esclarecimento espiritual, pois somente se esclarecendo, poderá a
criatura pensar com elevada sabedoria e agir corretamente
evitando cometer certos erros.
Fornecer a tais pessoas o estudo, o esclarecimento, a disciplina,
mostrando-lhes a direção certa, tem sido um dos grandes objetivos da
Doutrina racionalista cristã.
A vida é um aprendizado constante e incessante, estamos sempre
aprendendo.
O importante não é se preocupar com os erros já cometidos, mas sim
evitar cometê-los por adiante.
Não precisamos acertar sempre, mas a cada dia errar menos.
Para isso, devemos estudar, nos esclarecer, ter força de vontade para
vencer, dominar os maus hábitos e destruir a fraqueza que
conseqüentemente nos leva a cometer tais erros.
Todos são dotados do livre-arbítrio para pensar e agir, mas não devemos
nos esquecer jamais de que somos os únicos responsáveis por nossos
erros e acertos, cientes de que não há efeitos sem causas e que toda
ação tem sua reação.
Seria bom que nunca cometêssemos erros e que a nossa vida fosse sempre
perfeita, mas infelizmente assim não é.
Mas o Racionalismo Cristão procura sempre esclarecer as criaturas a não errar tanto, e
isso só se torna possível quando aplicamos disciplina em nosso viver
diário.
O ser humano caminha sempre em direção à perfeição (busca
incessantemente e algum dia alcançará ao se deparar com o Grande Foco).
No entanto, precisamos avaliar a nossa capacidade de aprendizagem e de
não voltar a cair no mesmo erro, melhorando sempre e cada vez mais a
nossa vida e a dos que estão ao nosso redor.
Não desistir no primeiro erro cometido. Mas evitar praticá-lo novamente.
Corrigir um erro é muito mais difícil do que evitá-lo, por isso
devemos nos disciplinar e criar hábitos positivos, eliminar os que
nos levam a caminhos errôneos e assim nos enfraquecem física e
espiritualmente.
Procuremos evitar erros, e só conseguiremos, lutando contra os maus hábitos
e as imperfeições.
Dezembro 2008
Página Principal da Gazeta | Página anterior
Gazeta do Racionalismo Cristão - Uma filosofia para o nosso tempo |