
Do finito ao infinito
Lília Rodrigues da S. Paiva
A Força, sempre latente e vibrante, atua sobre a matéria
O universo, dentro do contexto de força e matéria, únicos elementos que o compõem, mostra-nos a sua grandeza imensurável desde o finito até o infinito, pois estende-se do microcosmo ao macrocosmo, onde podemos observar a atuação da força sempre latente e vibrante sobre a matéria para que haja constante evolução.
A menor partícula em que a matéria pode ser dividida é o átomo, composto de prótons, nêutrons e elétrons; é uma partícula carregada de energia que advém da força e se agrupa para formar os íons, moléculas que irão, também, se associar para originar corpos tanto elementos simples como compostos, tudo isto dentro da dinâmica das leis naturais e universais regidas pela Força Criadora.
Dentro desse mecanismo é que podemos ver a imensurabilidade do Cosmo, que começa em um átomo e chega até o maior corpo existente, como são as galáxias, por exemplo, compostas de sistemas estelares; com estrelas comuns, duplas ou binárias, arrastando juntamente com elas vários planetas, planetóides, asteróides, cometas, quasares, pulsares, nebulosas, supernovas, enfim, toda essa beleza que podemos observar e conhecer através da ciência astronômica.
Todo esse mar cósmico está em constante movimento, crescendo em latitude e longitude, em total vibração harmônica da força incessante sobre a matéria, onde esta dualidade completa uma a outra.
Voltando ao princípio: dizíamos a respeito do átomo que ele é considerado a menor partícula em que a matéria pode ser dividida, porém somente dentro do campo da concepção científica comprovada pelo homem. Na verdade, vai muito além em termos de infinidade, cuja visão somente pode ser alcançada quando o espírito desprendido da matéria pode vislumbrá-la, através das faculdades que lhe são inerentes.
Porém, dentro do que se estuda nas ciências, a partir do átomo observaremos que há uma ascensão do finito ao infinito, em que aquele, sendo partícula carregada eletricamente, se apresenta como centelha de força que, conforme já dissemos, formará grandes corpos a compor todo o espaço sideral, que é infinito na sua composição.
A matéria é mutável, transformável sob a ação da força, mantendo, assim, sua perenidade na escala evolucional sempre ascendente.
O universo está repleto de energia que mantém toda sua estrutura sempre coesa dentro de imperiosa dinâmica plenamente harmônica e hierárquica, na qual tudo caminha no sentido de evoluir, pois o poder da Força Criadora é intenso, pleno e completo para manifestar-se desde o micro até o macro, do simples ao complexo, sempre associando, ajustando, agrupando, compondo, decompondo, somando ou multiplicando, para total equilíbrio universal, uma vez que essa Força é ilimitada, total, suprema e soberana. Essa Força está presente em todos os lugares sem a nada limitar-se e dentro de si sem se prender. Assim, sua vibração sobre a matéria constitui um presente eterno em que não há tempo nem espaço para agir e interagir, contribuído para a suprema evolução total de todas as suas partículas, que se desprendem a todo segundo, para fazer um trajeto milenar por todos os reinos naturais, até conseguir a condição de habitar um corpo, quando recebe a denominação de espírito, com seus atributos, para ser um eterno viajante entre os planos Astral e Físico, entre sucessivas viagens de idas e vindas, no sentido de alcançar a evolução plena e retornar à sua fonte de origem, integrando-se novamente ao Todo.
A evolução é um ciclo, assim como o ciclo das águas que brotam dos lençóis de água do fundo da terra, em grotões e igarapés, formando nascentes, que originam rios, ribeirões, que desembocam nos mares e oceanos, lagos, lagoas, enfim, toda a hidrografia do planeta. Esta mesma água evapora sob a ação do calor advindo do Sol, e passa ao estado gasoso. Depois, em forma de nuvens – quando podemos observar os quatro tipos: cúmulos, estratus, cirros e nimbus –, sob a ação das variações térmicas, choques de temperaturas, vão retornar ao solo em forma de chuva, cuja água vai escorrer, filtrando novamente no solo e voltando para seu ponto de partida, sua origem, integrando-se de novo aos lençóis de água. Isto se opera no nosso planeta sob a ação da força natural para que haja equilíbrio no ecossistema.
Por isto voltamos a afirmar que todos os estados da matéria estão regidos pela força em total consonância, para que se opere a sua evolução até atingir a condição de rarefeita, sutil, constituindo assim a matéria fluídica ou quintessenciada que ocupa todos os lugares que achamos vazios; aí ela está para completar o fechamento das lacunas no universo; não há sequer um ponto vazio que não tenha sido ocupado por qualquer dos estados da matéria.
Estudar o desdobramento de Força e Matéria é como mergulhar no próprio oceano cósmico, onde o saber é infinito, e, por mais que estudemos, na condição de espíritos encarnados, não conseguiremos decifrar tudo, pois a verdade e a sabedoria plena só a Força Criadora tem. Por isto, dentro do nosso limite vamos estudando, pesquisando pouco a pouco para o nosso enriquecimento espiritual, e podemos repassar conhecimentos àqueles que ainda não tiveram acesso a essas pesquisas.
O Racionalismo Cristão, sendo uma Doutrina científica, nos dá a vontade e a condição de buscar cada vez mais conhecimento e ensinamentos, principalmente no campo das ciências, que sempre estão aliadas para provar que fatos são fatos e contra eles não há argumentos, pois são irrefragáveis, ou seja, incontestáveis.
E sendo o Racionalismo Cristão a Doutrina da verdade, ela explora a essência científica para embalar os seus princípios a serem divulgados para a humanidade.
A autora é Presidente da Filial Belo Horizonte, MG
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