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Leitura do mês de
setembro de 2006
Ter paciência é saber esperar, é não fazer as coisas sérias e úteis de afogadilho, às pressas, sem raciocinar, porque não darão certo. Às vezes é necessário esperar dias, meses, quantas vezes anos. Para que os problemas possam ser enfrentados com segurança, é preciso que a pessoa se esclareça espiritualmente, e as dúvidas e incertezas da vida deixarão de existir.
Os seres humanos que lêem, que estudam, sabem que o cientista espera anos para concluir um trabalho, pois não faz suas experiências apressadamente. Ele quer ter certeza do que realiza. Então, os dias passam e, através da observação, da experiência profissional, chega a conclusões exatas. E, só aí, leva ao conhecimento do público o que executou, porque chegou o momento de revelar suas idéias, o seu trabalho. Assim devem fazer as pessoas de bom senso, porque todas têm deveres a cumprir. As mães, as avós, as donas-de-casa zelosas, por exemplo, têm suas tarefas e a elas se dedicam com perfeição e prazer. Homens e mulheres que comandam e executam trabalhos variados, dos mais simples aos mais complexos, precisam agir de igual forma.
Todas as pessoas, das mais modestas às mais preparadas intelectualmente, têm responsabilidades, trabalhos em mente, que podem levar a bom termo, se tiverem a atenção voltada para o que executam. Com a experiência adquirida nos anos vividos, e com paciência, tudo resolverão.
O racionalista cristão a serviço da Doutrina tem pela frente deveres a cumprir. Um deles é acolher bem os assistentes que comparecem às nossas Casas querendo aprender os ensinamentos que ouvem. O ambiente deve ser agradável, para que os presentes às sessões públicas de limpeza psíquica se beneficiem espiritualmente. Mas é vivendo no dia-a-dia que os seres vão pôr em prática as lições recebidas. Não se podem dizer desconhecedores dos porquês da vida os que prestam atenção ao que explanamos. O bom aluno assim age: faz questão de não perder o ano, de não perder tempo. O aluno que ouve, que está atento, quer pôr em prática o ensinamento que lhe foi ministrado. O Racionalismo Cristão dá aulas importantíssimas, pois é uma escola de vida, mas é necessário que a aprendizagem, o conhecimento se vá acumulando, para que o viver se torne menos áspero, mais suave e útil.
O ser humano não pode perder tempo, porque tem tarefas a executar. O espírito terá que voltar ao seu mundo de estágio, após a desencarnação, para programar novas jornadas com maior cabedal de conhecimentos. Para isso, o estudo da vida fora da matéria é necessário, mas voltamos a aconselhar que estudem com paciência, para serem úteis a si e ao semelhante.
É muito triste passar uma vida na inutilidade, e muitos neste mundo passam a encarnação sem saber viver. Dão cabeçadas, tropeçam, caem aqui, levantam-se ali. A Doutrina não quer seres caídos ou postos de lado. Quer vê-los atentos, confiantes, honestos, trabalhadores, capazes de vencer os próprios vícios, as próprias fraquezas, tornando-se exemplos perante a sociedade, exemplos de honestidade, de bom senso e de valor.
Portanto, procurem ter paciência, caminhem sempre de cabeça erguida, com o olhar sereno, a mente iluminada por bons pensamentos, para que possam ter boa assistência espiritual durante o dia e a noite. Quando o corpo repousa, o espírito ascende ao seu mundo e se fortalece. Todos devem conhecer essa realidade, todos devem dar importância maior à vida espiritual.
Luiz de Mattos
No Racionalismo Cristão procuramos não escrever na areia, que o vento leva, apagando as palavras. Então, fazemos por onde, escrevendo em mármore. Por mais que o tempo passe, as palavras vão permanecer, para serem lidas sempre.
Assim é a nossa Doutrina. As palavras ouvidas nas sessões públicas de limpeza psíquica realizadas nas casas racionalistas cristãs são edificantes e devem ser guardadas pelos que as escutam, para que não sejam esquecidas. Trabalhamos com afinco pela humanidade, esclarecendo, sacudindo os seres humanos que precisam de uma orientação, em resposta aos apelos que fazem em razão dos seus sofrimentos, às vezes transmitidos pelos médiuns como um pedido de socorro. Esse socorro chegará com aconselhamentos espirituais, com palavras que os vão alertar, para que aprendam a viver.
O mundo Terra é para os seres que sabem lutar. Os indolentes, os fracos de espírito, geralmente afundam, e é muito difícil subir à tona aquele que afunda espiritualmente. Para que desperte, só com muito sacudimento, só com palavras de estímulo como as proferidas em nossas Casas, e também muita força de vontade da própria criatura. Se ela não quiser, não adiantará falarmos, porque os ensinamentos entram por um ouvido e saem pelo outro. Depende muito da força de vontade da pessoa, e de ela saber querer, porque quando se tem vontade própria, o querer é poder. Esse poder nós oferecemos às pessoas com nossas lições de vida, para que se fortaleçam pelo pensamento, com vontade firme de querer mudar. Aos poucos, irão sabendo que, se estão neste mundo, é para lutar. Ninguém encarnou para viver em mar de rosas, mas para lutar sempre, alteando os pensamentos, vencendo os obstáculos.
Para muitos, o passar do tempo é pesado. Cada ser humano encarna com sua carga de débitos, e tem que saber como resgatá-los. Quando acontece algo desagradável, pode sentir-se desanimado, mas não deve perder a esperança. Jamais percam a esperança, por pior que seja o que lhes tenha acontecido. Procurem sempre achar que o dia de amanhã será melhor do que hoje. Com esse pensamento, irão aprendendo a lutar, a vencer os obstáculos, irão evoluir espiritualmente.
Repetimos: a luta é para os fortes; nada acontece por acaso. Os que pensam que certa pessoa tem uma vida maravilhosa, que é alguém sem dissabores, iludem-se. Todos têm dificuldades, uns mais, outros menos. Mas, para aquele que aprende a viver não há obstáculos que transtornem a sua vida.
Aprendam a meditar sobre o que ouvem, pois temos convicção do que dizemos. Já vivemos no mundo Terra, já cumprimos nossa parte material, que não foi fácil. Enfrentamos muitas dificuldades, com muita luta e sacrifício, mas vencemos, vencemos com a força do pensamento. Hoje, como espírito da Plêiade do Astral Superior, presidindo as casas racionalistas cristãs, levamos eflúvios superiores onde houver pólo de atração. E isso quem faz? São as próprias pessoas, com seus pensamentos elevados, dirigidos às Forças Superiores. Então, procurem pensar alto, não se entregando ao desânimo, por piores que sejam as dificuldades a enfrentar.
Estamos sempre prontos para levar uma palavra amiga aos que nos querem escutar, e que tenham fortaleza espiritual para saírem dos dissabores vitoriosos, jamais sendo perdedores.
Lutem, sim! Passem por cima das pedras, mas não caiam! Se caírem, levantem-se! E levantando a cabeça, sem olhar para trás. Quem assim procede pode se considerar um forte, um bravo. É o que o Racionalismo Cristão quer dos estudiosos da Doutrina, de todos que participam dos trabalhos espiritualistas realizados em nossas Casas, com seus pensamentos elevados, irradiando sempre para nos atrair.
Antonio Cottas
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