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O suicídio não é solução
Aida Almeida Lopes da Luz
Suicídio para quê, se a nada de bom nos conduz? É a arma mais poderosa e
demolidora, que algum dia se conheceu!
A arma, por mais mortífera que seja, quer seja de fogo, branca, química ou
biológica, destrói tudo à sua passagem, deixa seqüelas naqueles que ficam
vivos, vivendo muitas vezes vidas simplesmente vegetais, deitados em camas de
hospitais, ligados a máquinas para o resto de suas vidas, rastejando pelas ruas
com membros cortados, estendendo muitas vezes a mão para receberem algo que
lhes possa dar a contrapartida para um continuo viver, e, muitas vezes, aqueles
que vão nascendo, vão trazendo ao mundo o conhecimento de deformações
várias, causadas por algumas dessas armas.
Porém, em todos esses casos há o reverso da medalha. O ser atingido sofre,
mas se for conformado, não se entregar ao desespero e se entregar a viver, dia
a dia, passo a passo, com o pouco que possui ou a que tem acesso, ele se depura
de dívidas passadas e, ao desencarnar, tem a constatação de algo de muito bom
ter conseguido, na sua trajetória evolutiva.
O seu quadro fluídico, que lhe é mostrado ao chegar a seu mundo de luz,
mostra-lhe em imagens, como o correr de uma fita de filme, todos os bens
adquiridos e que vão ser adicionados ao seu acervo espiritual já adquirido
pela vivência em outras encarnações.
Nada de melhor se pode conseguir, ao desencarnar, do que um balanço positivo
da nossa jornada terrena neste mundo depurador. Por isso reencarnamos e, para
esse fim, devemos dirigir-nos com todo o amor, sapiência e coragem.
É de fato verídica a frase que muitos dos Espíritos Superiores, que sempre
nos acompanham, tantas vezes deixam nas lições que nos são dadas, através de
suas comunicações doutrinárias: "O MUNDO É DOS FORTES DE
ESPÍRITO". Não tenhamos qualquer dúvida!
Como poderíamos explicar e justificar os trabalhos maravilhosos em desenhos
e pinturas que nos são legados por deficientes que usam seus próprios pés ou
boca para segurar os pincéis, os lápis e os diversos materiais, muitas vezes
amparados por um resto de perna decepada ou de um braço cortado até ao
cotovelo?
Como poderíamos justificar a mãe que não tem pernas, mas consegue tratar
de seus filhos, após tê-los tido como qualquer outra mãe sem deficiência
alguma, e ainda os transporta no seu próprio carro, para a escola, para o
médico, para uma festa, enfim para onde a sua presença se tornar necessária.
Muitas até, além de não terem os membros inferiores, ainda têm os
superiores também deficientes. Por isso, e para essas situações, há
técnicos que criaram modelos de carros especiais para tal. Se nos interrogarmos
como isso foi possível, também encontraremos a devida resposta: "Claro
que foi o próprio Astral Superior que se encarregou de dotar esses técnicos
com intuições necessárias a essas modificações. Tudo é feito e controlado
pela Plêiade do Astral Superior. Quando necessário, algum espírito encarna
com esse objetivo e, por isso, devemos ajudar nossos filhos a encontrarem suas
verdadeiras vocações".
Pensemos naqueles compositores, maestros, matemáticos, físicos, que com
poucos anos de idade, compõem, regem, resolvem problemas, dos mais difíceis,
com toda a facilidade, que à maioria dos seres ainda está negada. Por tudo
isto, e ainda, por termos a certeza de que se cometermos o suicídio, o ato mais
vil que não tem qualquer desculpa, já que os que o fazem é porque o querem,
pois são os plenos donos e únicos responsáveis pelo mau uso do seu
livre-arbítrio, tendo de aqui voltar tantas vezes quantas as necessárias, até
resgatarem esse ou esses erros que, voluntariamente, cometeram. Os juros são
elevadíssimos podem crer!
Portanto, digamos a uma só voz, qual Joana D'Arc empunhando sua espada com
estoicismo: "NÃO AO SUICIDIO"! ¾
"Vivamos o melhor e mais honestamente que possamos até ao último minuto
de nossas vidas! ¾ Não sejamos cobardes, vítimas
de nós próprios! ¾ Tenhamos coragem e lutemos por
aquilo que queremos, por direito e dever de qualquer ser a quem foi dada a
possibilidade de reencarnar!!!"
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